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Aqui contamos a "história do mundo desde que o mundo é mundo".


Linha do Tempo

100 datas, quase 100 palavras

(Em construção)

2.020

Pandemia


2.016

Neofascismo


2.010

Primavera Árabe


2.006

BRICS


2.001

Atentados de 11 de Setembro


1.994

Fim do Apartheid


1.991

Fim da URSS


1.979

Neoliberalismo


1.979

Revolução Iraniana


1.978

Quatro Modernizações


1.970

Estado do Bem-estar Social


1.968

Maio de 68


1.964

Ditadura Militar no Brasil


1.963

Guerra do Vietnã


1.960

Tigres Asiáticos


1.959

Revolução Cubana


1.955

Luta pelos Direitos Civis


1.952

União Europeia


1.949

Revolução Comunista da China


1.948

Israel


1.947

Descolonização da África e Ásia


1.947

Guerra Fria


1.939

Segunda Guerra Mundial


1.929

Crack na Bolsa de Nova York


1.919

Fascismo


1.917

Revolução Russa


1.914

Primeira Guerra Mundial


1.910

Revolução Mexicana


1.871

Unificação Italiana e Alemã


1.871

Belle Époque


1.868

Era Meije


1.861

Guerra de Secessão


1.848

Primavera dos Povos


1.839

Imperialismo 1.839


1.789

Revolução Francesa


1.780

Revolução Industrial


1.776

Independência dos Estados Unidos

No dia 4 de julho de 1.776 foi publicada a “Declaração de Independência e dos Direitos do Homem dos Estados Unidos”, redigida por um comitê presidido por Thomas Jefferson.


O palco da Guerra dos Sete Anos entre Inglaterra e França se estendeu para a América na Guerra Franco-Indígena. Os colonos participavam, mas seus interesses eram desconsiderados, era vedada a exploração das terras indígenas conquistadas.

A Coroa britânica pretendia transferir o custo da guerra para os colonos através de impostos, provocando revoltas. Em 1.775 estourou a Guerra de Independência dos Estados Unidos, os britânicos se renderam em 1.781.

1.701

Iluminismo

O iluminismo foi um movimento cultural, filosófico, político e literário iniciado na Inglaterra protestante no século XVII, com auge na França católica no século XVIII.

Período chamado de “Século das Luzes¨, “Idade da Ilustração” ou “Idade da Razão”.

O Humanismo, o Renascimento e a Reforma Protestante prepararam o terreno para o movimento.

Os iluministas defendiam a liberdade de pensamento político e econômico e o direito à propriedade privada, novas ideias apoiadas pela burguesia em ascensão.

Combatiam o misticismo, a superstição e a irracionalidade da igreja, eram anticlericais, defendiam a laicização do Estado, a separação entre religião e o Estado.

1.642

Revolução Inglesa

O exército do Parlamento inglês, de maioria puritana, liderado por Oliver Cromwell, em 1.642, enfrentou as forças monárquicas da dinastia Stuart.

O absolutismo monárquico na Inglaterra foi derrotado, o rei Charles I foi decapitado e a república foi proclamada.

Cromwell assumiu o cargo de Lorde Protetor da Inglaterra, o fracasso de sua política levou à restauração monárquica dos Stuart e, depois, instituída a primeira monarquia parlamentar onde o rei, que nem falava inglês, “reinava, mas não governava”.

A Revolução Inglesa iniciou o processo que levou à Revolução Industrial e influenciou o iluminismo do século XVIII e as revoluções posteriores.

1.547

Czarado da Rússia

Ivan IV, príncipe do Grão-Ducado de Moscou, em 1.547, adotou oficialmente o título de Czar de todas as Rússias.

Conhecido pela crueldade como Ivan o Terrível, libertou a Rússia do jugo tártaro, tirou poderes dos nobres boiardos, criou um exército permanente e ampliou as fronteiras do pais para o leste até o rio Volga e começou a conquista da

Sibéria, além dos Urais.

Governo autocrata centralizado deu as bases para o estado russo.

Ivan IV favoreceu as artes, a arquitetura religiosa e a técnica, modernizando o país.

1.517

Reforma Protestante

Martinho Lutero, monge agostiniano da saxônia (hoje Alemanha), em 1517, publicou suas 95 teses contra a venda de indulgências (remissão dos pecados) e a corrupção da Igreja Católica.

Excomungado pelo papa, criou sua própria religião, adotada por nobres chamados de “protestantes”.

Pregou a predestinação e a salvação pela fé, a livre interpretação da Bíblia, por ele traduzida para o alemão.

Outras religiões surgiram se adequando ao espírito capitalista da época, além do luteranismo: calvinismo, anabatistas, batistas, metodista e as denominações modernas: adventistas, pentecostais e neopentecostal.

1.500

Descobrimento do Brasil

Depois do retorno de Vasco da Gama, o rei de Portugal organizou outra expedição para às Índias.

Como capitão-mor da armada nomeou Pedro Álvares Cabral. Composta de dez naus e três caravelas, com 1500 tripulantes, sendo 1200 soldados, armados de canhoneiras, com a missão de estabelecer relações diplomáticas e comerciais, fundar uma feitoria e trazer especiarias.

Tinham também o propósito de represália contra o tratamento dado à Vasco da Gama, ridicularizando suas mercadorias.

Ventos e correntes marinhas teriam desviado a frota e, em 22 de abril de 1.500, a esquadra, por “acidente” encontrou o Brasil, versão contestada por historiadores.

1.415

Expansão Europeia

Entre os séculos XV e XIX a Europa conquistou e colonizou grandes extensões de terras em todo

mundo, explorou suas riquezas, escravizou e matou nativos, impôs sua cultura, sua religião, sua língua.

A Expansão Europeia teve início na luta pela reconquista de territórios da península Ibérica nas mãos dos mouros de religião islâmica.

Uma cruzada tardia pela propagação da fé cristã e a busca de um novo caminho para as Índias pelo mar, atrás das especiarias do Oriente, principalmente depois dos muçulmanos turcos-otomanos tomarem Constantinopla e fecharem a Rota da Seda para o Ocidente.

1.350

Renascimento

O Renascimento ou Renascença foi um movimento cultural de retomada da cultura clássica greco-romana, período de florescimento cultural das artes plásticas, literatura, filosofia e avanço da ciência e da técnica, patrocinado por príncipes, nobres, religiosos e ricos comerciantes.

Começou nas ricas cidades comerciais da Itália no século XIV e alcançou quase toda Europa Ocidental, seu ápice foi no século XVI.

Precedeu à Renascença o renascimento urbano europeu a partir do século XI, com o crescimento das cidades, retomada do comércio e riqueza da burguesia, possibilitando o surgimento de mecenas.

1.315

Astecas

Nômades astecas ou mexicas, do nordeste do México, expulsos, migraram para o sul. Autointitulados “povo do Sol”, por volta de 1.315, estabelecidos na capital Tenochtitlán, no lago Texcoco, subjugaram cidades de povos agrícolas mais avançados e tornaram-se sedentários.

Criaram uma agricultura avançada chamada de chinapas, em região de pântano, com um sofisticado sistema de irrigação.

Conheciam a escrita e dominavam a metalurgia do ouro, prata e bronze.

O império tinha cerda de 500 cidades com mais de 15 milhões de habitantes, ocupavam do México até a Guatemala.

Governo de terror, praticavam sacrifícios humanos em suas pirâmides ao deus sol.

1.299

Império Turco-Otomano

Um pequeno principado gázis, de turcomanos (“turcos crentes”), convertidos ao islamismo, no noroeste da Anatólia (atual Turquia), deu origem ao Império Otomano ou Turco-Otomano.

O império abrangia partes de três continentes: grande parte da Anatólia, dos Balcãs, da Ásia Central, do Oriente Médio e Próximo e o Egito.

Fundado por Osmã I, em 1.299, consolidado com a conquista de Constantinopla em 1.453 por Maomé II, o império de religião muçulmana durou mais de seis séculos, do século XIII ao século XX, quando, em 1.923 foi proclamada a república da Turquia.

1.220

Império Inca

O Império Inca, o maior império da América pré-colombiana, habitado por índios quíchuas, abrangia uma vasta região do oeste da América do Sul.

Estendia-se pelo planalto Andino e costa do Pacífico, abrangia o atual Peru, o Equador, a Bolívia e o Chile. No século XIII tinha como capital Cuzco, cidade sagrada, localizada a 3.400 m. de altitude.

Sociedade civilizada, com arquitetura monumental, metalurgia, porém, não tinham escrita, só um sistema de contagem com cordões coloridos.

Em 1.533, Francisco Pizarro, um conquistador espanhol, ex-criador de porcos, estrangulou o inca Atahualpa e conquistou o império.

1.215

Mongóis

No século XIII, tribos de mongóis, nômades equestres das estepes da Ásia Central, da Mongólia, foram unificadas por Gênghis Khan.

Com um poderoso exército de hábeis arqueiros, montados em pôneis nativos, conquistaram o maior império em terras contíguas da história, que se estendia da China ao leste Europeu, abrangendo: China, Coreia, Rússia, Ucrânia, Hungria e Pérsia.

Apesar da extrema violência da conquista, eram tolerantes com a cultura e religião dos povos subjugados. Nos amplos territórios dominados a “Pax Mongólica” possibilitou o ressurgimento da Rota da Seda.

1.095

Cruzadas

No Concílio de Clermont, em 1.095, o papa Urbano II, conclamou nobres e clérigos franceses presentes ao

concílio e ao povo em geral, a guerra santa contra o infiel muçulmano, as cruzadas pela reconquista da Terra Santa (Jerusalém) sob o domínio de turcos muçulmanos.

Para aqueles que empunhassem a espada ou colaborassem com dinheiro, era concedida a indulgência, remissão da pena temporal pelos pecados cometidos e já perdoados na Confissão.

Houve várias cruzadas, algumas saíram vitoriosas outra derrotadas. Jerusalém foi conquistada e foram estabelecidos principados no Oriente Próximo, até serem expulsos.

862

Rus de Kiev

Comerciantes piratas escandinavos (vikings) das rotas dos rios Duina e Dnieper e do do mar Negro até Constantinopla, fundaram na Ucrânia e na Rússia, dois principados no século IX, em Kiev e em Novgorod, que unificados deram origem a Rus de Kiev ou Rússia de Kiev.

Região de estepes, habitada principalmente por eslavos agricultores, com principados tributários dos tártaros a partir do século XIII.

Depois de conquistarem a independência se expandiram até a Sibéria e construíram o maior império em extensão do seu tempo, o Império Russo.

802

Khmer 802

Grande civilização do sudeste continental asiático (Indochina), o Império Khmer foi fundado em 802

pelo rajá Jaiavarmã II, que unificou reinos locais e se auto intitulou “governante universal” (ChakravartinI).

O império durou mais de seiscentos anos, era uma monarquia absolutista, inicialmente de religião hinduísta, depois budista.

Abrangia o Camboja e partes do Laos, Tailândia e Vietnã.

A capital mais conhecida do Império Khmer foi Angkor Wat, uma das maiores cidades da época, de arquitetura monumental, com o maior complexo religioso do mundo. Contava com um sistema hidráulico de canais e reservatórios onde cultivavam principalmente o arroz.

800

Sacro Império Romano-Germânico

Em 800, Carlos Magno foi coroado imperador do Sacro Império Romano-Germânico, ou Império Carolíngio, pelo papa Leão III, restaurando o Império Romano do Ocidente sob protesto do imperador de Bizâncio.

O imperador tinha tanta autoridade quanto o papa. A Igreja Católica ampliou seus domínios e a nova ordem social se concretizou, o feudalismo.

O Sacro Império existiu do século IX até o século XIX, várias dinastias receberam o título imperial além da Carolíngia: a Otônica, a Hohenstaufen e a Habsburgo, entre outras.

700

Reinos do Sahel

Chamado de “terra do ouro” pelos árabes, três poderosos impérios se sucederam na região do Sahel: Gana, Mali e Songhai, controladores das rotas de caravanas de camelos que atravessavam o deserto do Saara.

O Sahel é uma faixa de 500 a 700 km. de largura, região africana de transição entre o deserto do Saara e savanas e estepes ao sul. De leste a oeste são 5000 km., abrangendo vários países da África.

Comercializando ouro da região a troco de sal do Saara, além de marfim, peles, goma, noz-de-cola, cavalos, artigos de metal e escravizados, alcançando o Mediterrâneo e o Oceano Índico.

622

Hégira

Em 622, por contrariar interesses dos comerciantes de Meca, a cidade do santuário da Caaba, Maomé e fiéis seguidores fugiram para o oásis de Yatrib (rebatizada de Medina), data fixada como o primeiro ano do calendário muçulmano, a Hégira.

Em Meca, o lugar mais rico da Arábia, provavelmente em 570, nasceu Maomé, fundador do islamismo. Maomé pregou a existência de um Deus único(Alá, em árabe), o dia do juízo final, a ressureição dos mortos, o castigo aos pecadores, a salvação pela oração e as esmolas.

Governador exitoso de Medina, Maomé conquistou Meca e unificou todo povo árabe no islamismo.

618

Dinastia Tang

“Era de ouro” da China, provavelmente a nação mais poderosa e desenvolvida do mundo na época na dinastia Tang.

O império expandido com conquistas a oeste: possessões até a Pérsia; e a leste: com a anexação da Coreia, desfrutava de estabilidade, prosperidade,

florescimento artístico e cultural e avanço social.

A descoberta da pólvora, o aprimoramento da bússola e da impressão, o papel-moeda, a meritocracia nos

concursos públicos e uma reforma agrária em terras conquistadas são do período Tang.

A China cosmopolita, irradiou sua cultura para outros países, o confucionismo e o budismo.

476

Invasão dos Bárbaros

Pressão militar de povos asiáticos, populacional e do rigoroso clima da Europa Setentrional, levaram a

incursões e migrações de povos no território romano entre os séculos III e V d.C., culminando na desintegração do Império Romano do Ocidente e na formação de reinos bárbaros germânicos.

Interregno civilizatório, a sociedade letrada, urbana e monetária do Império Romano, regrediu para uma sociedade ágrafa de economia agrícola de subsistência, sem cidades e comércio.

A mistura dessas culturas e povos deu as bases da Europa moderna.

250

Império Bizantino 330

Constantino no século IV fundou no local de uma antiga colônia grega, Bizâncio, a nova capital do Império Romano, rebatizada de Constantinopla.

Depois da invasão dos bárbaros o Império Romano ficou reduzido às suas províncias do Oriente Próximo.

O Império Romano do Oriente ou Império Bizantino sobreviveu por quase mil anos, dando continuidade à cultura e às instituições romanas em sua “versão grega”.

A maior parte da população era grega ou de orientais helenizados: sírios, judeus, egípcios, com o grego em vez do latim como língua franca e depois administrativa.

320

Império Gupta

Chadrangupta, terceiro rei da dinastia Gupta, depois do casamento com uma princesa de uma poderosa tribo vizinha, unificou os reinos hinduístas do Norte da Índia e parte do Afeganistão, passando a ser chamado de marajadiraja ("rei de reis"), dando início ao Império Gupta.

"Idade do Ouro da Índia", de florescimento cultural, da filosofia e das artes e do avanço das ciências, é deste período a criação do conceito do zero, do infinito e dos chamados algarismos arábicos.

Com os guptas a Índia é considerada a região mais civilizada do mundo na época.

250

Japão

A Partir de 250 d.C. o Japão tem o primeiro governo centralizado na figura do imperador. Mais tarde a classe dos guerreiros samurais, de linhagem inferior, toma o poder de fato relegando ao imperador um papel cerimonial.

Chamado de país do “Sol Nascente”, de natureza exuberante, orgulho nacional.

Habitado por vários povos desde a Idade do Gelo: caucasianos, mongoloides, malaios, negritos e hans. A miscigenação destes povos e o relativo isolamento do país criou em um tipo físico característico.

O Japão sofreu influência do continente: a agricultura do arroz da Coreia, o budismo, a escrita, a burocracia e a filosofia da China.

4 a.C.

Jesus de Nazaré

Nascido em Nazaré, na Galileia, província romana, por volta de 4 a.C., Jesus, chamado de Cristo (em grego Christós), tradução da palavra hebraica Māšîaḥ, Messias, e, em português, O Salvador.

Considerado pelos seus seguidores o filho de Deus. Nascido de uma virgem, em uma manjedoura diz o Novo Testamento e o Al Corão.

De natureza divina, encarnação de Deus, a segunda pessoa da Santíssima (Pai, Filho e Espírito Santo), enviado para salvar a humanidade, o profeta e messias anunciado pelo Velho Testamento, cumprindo a profecia bíblica.

Morreu na cruz crucificado para redimir os pecados da humanidade, acreditam os cristãos.

27 a.C.

Império Romano

Otávio, filho adotivo do ditador César, investido de todos os poderes da república pelo senado, tornou-se o primeiro imperador romano.

Roma ampliou seus domínios além da bacia do Mediterrâneo. Sem mais conquistas foi estabelecida a Pax Romana.

Dependente da escravidão e espoliação dos povos vizinhos, com o fim das guerras de conquista, fonte de mão-de-obra escrava, o império entrou em decadência, com sua parte ocidental invadida por bárbaros germanos.

Foi o último grande império do mundo antigo. Deixou como legado o direito romano, a língua latina, a arquitetura e o cristianismo, que se tornou a religião oficial do império.

73 a.C.

Revolta de Espartacus

Na Roma republicana, um gladiador de origem trácia, chamado de Spartacus, com outros 70 gladiadores, lideraram a maior revolta de escravizados e oprimidos do mundo antigo, em dois anos juntaram um exército de 200 mil combatentes, ameaçando seriamente o poderio romano.

Mesmo sendo tratados com brutalidade, revoltas de escravizados eram raras na Antiguidade e nem tão pouco colocavam em risco o poder estabelecido.

221 a.C.

Dinastia Qin

No século III a. C., depois de derrotar os seis estados da “aliança vertical”, que disputavam a planície central da China, o "Reino do Meio"; o rei Qin, Yung Zeng, uniu os sete reinos chineses e assumiu o título de Primeiro Imperador, ou Shi Huang Di, conquistando o “Mandato Celestial”.

A Dinastia Qin ou Chin (221-206 a.C.), deu o nome a China. Com a dinastia posterior, a dinastia Han, a nação chinesa se formou, adotou o confucionismo, ampliou sua influência cultural nos países vizinhos, a escrita e a língua foram unificadas e grupos étnicos se miscigenaram.

247 a.C.

Império Parta

Os iranianos orientais parnos, povo nômade equestre, originários das estepes da Ásia Central, da Cítia, no século III a.C., estabelecidos na Pártia (hoje noroeste Irã), liderados por Ársaces, colocam fim ao domínio dos gregos selêucidas, na região desde Alexandre.

Pretensa herdeira dos persas aquemênidas, a dinastia Arsácida do Império Parta rivalizava com Roma. Foram sucedidos pela dinastia Sassânida, de origem persa. Cada um desses impérios durou quatro séculos.

321 a.C.

Império Mauria

Maior império da Índia, inaugurado por Chandragupta Mauria depois da conquista de Madagha, reino núcleo dos impérios da Índia. Primeira dinastia a unificar a maior parte do subcontinente.

Com Ashoka, o terceiro rei, alcançou sua maior extensão e esplendor, controlava quase toda península indiana e o Afeganistão. Depois do massacre de Kalinga, Ashoka se arrependeu e tornou-se pacifista, se convertendo ao budismo. 

359 a.C.

Império Macedônio

Felipe II assumiu o governo da Macedônia e iniciou a expansão imperialista dominando toda a Grécia. Seu filho Alexandre o Grande, pupilo do filósofo Aristóteles, conquistou, em apenas 13 anos, um império que ia dos Bálcãs até a Índia, sem perder uma única batalha.

Considerados pelos outros gregos como bárbaros, os macedônio de Alexandre espalharam a cultura helena pela Ásia Menor, Oriente Próximo e Médio, Índia e Norte da África.

508 a.C.

Democracia

Depois da expulsão de Hípias, o último tirano, foi consolidada a democracia em Atenas, com Clístenes como Arconte.

Democracia significa governo pelo demos, ou povo, ou “poder popular”. Porém, em Atenas, era limitada aos cidadãos, homens adultos livres, nascidos de pais atenienses; mulheres, escravos e estrangeiros estavam fora.

Direta e plebiscitária, na democracia grega o poder não era dado a um representante, todo cidadão discutia e votava os projetos, participava diretamente dos negócios da cidade. A democracia representativa de hoje seria vista pelos gregos como uma aristocracia.

555 a.C.

Pérsia

Unificados por Ciro o Grande, os arianos medos e persas fundaram o maior império até então existente, com domínios na Europa, África e Ásia.

Império de eficiência administrativa e tolerância com a cultura e religião dos povos dominados - libertaram o povo judeu do “Cativeiro da Babilônia”.

Com Dario I, o "Rei dos Reis", o império alcançou sua maior extensão e esplendor, foi construída a “Estrada Real” ligando todo império, criado o primeiro correio, construído o Palácio de Persépolis e estabelecidos pesos e medidas.

A religião persa de Zoroastro, de dualidade do bem e do mal, influenciou as religiões abraâmicas.

753 a.C.

Roma Antiga

No início uma monarquia fundada por etruscos, depois uma república com o poder no Senado. Roma, cidade carente de defesas naturais, com suas legiões dominou a península Itálica e toda a bacia do Mediterrâneo.

Sociedade dependente da guerra para obter mão-de-obra e do saque dos povos vizinhos, o povo, a plebe romana, vivia em conflito por terras com o patriciado, a classe senatorial. Com a proletarização a plebe passou a viver dependente da política do "Pão e Circo" (panem et circenses) do Estado.

771 a.C.

Primavera e Outono

O nome Primavera e Outono é derivado dos "Anais das Primaveras e Outonos", atribuída a Confúcio.

Período chinês de transição, de decadência política, poder descentralizado, China desunida, e de florescimento cultural, da filosofia e da ciência.

Sucedido, pelo "Registro dos Estados Combatentes" (481 a.C.), disputa pelo reino do meio, a unificação da China, a busca do "mandato celestial".

1.500 a.C.

Civilização Védica

A partir de 1.500 a.C. os árias (povo indo-europeu) se estabeleceram na Índia e dominaram uma civilização mais avançada, a civilização milenar dos drávidas.

Trouxeram seus deuses e suas crenças e assimilaram a religião local dos iogues, dando as bases da religião hinduísta, contida nos Vedas, escritura sagrada, orientação material, filosófica, espiritual e social, anunciando o sistema de castas da sociedade indiana ou hindu.

1.650 a.C.

Hititas

Povo indo-europeu, os hititas, aparentados aos gregos, se expandiram pelo norte da Anatólia (região da Turquia), dominaram o reino de Hatti, se fundiram e assimilaram a cultura da população asiática e construíram um grande império, rival dos assírios, babilônios e egípcios.

Tinham técnicas militares avançadas, usavam bigas. Na contenda contra o Egito os dois lados contaram vitória.

1.737 a.C.

Hebreus

Povo semita originário provavelmente da Suméria, de Ur, habitaram a Palestina do segundo milênio a.C. até a era cristã, expulsos pelos romanos dispersaram-se pelo mundo.

A maior contribuição dos hebreus é a religiosa, criaram a primeira das três grandes religiões monoteísta, o judaísmo. Influência ética, moral e filosófica na cristandade e no islã.

1.813 a.C.

Assíria

Ferozes e sanguinários guerreiros semitas, das montanhas do norte da Mesopotâmia, fundaram um pequeno reino que se tornou o estado mais poderoso da Mesopotâmia.

A Assíria era governada por uma aristocracia guerreira que dominava uma população de servos presos à terra. Usavam do terror sistemático para desencorajar inimigos e intimidar povos vassalos. Reis assírios protegiam as artes e a cultura.

1.894 a.C.

Babilônia

Fundada pelos amoritas, povo de língua semita, a cidade da Babilônia, entre os rios Tigre e Eufrates, hoje Iraque, foi um centro econômico e cultural, capital do império mesopotâmico de 12 cidades.

Herdeira da civilização sumero-acadiana. É da Babilônia o primeiro código de leis completo e sistemático conhecido, o “Código de Hamurabi”; e uma das sete maravilhas da Antiguidade, os Jardins Suspensos da Babilônia.

2.000 a.C.

Maias

Cultura agrícola e urbana da Mesoamérica, os maias se instalaram no sudeste do México por volta do ano 2.000 a.C. e irradiaram sua civilização pelo norte da América Central.

A civilização maia teve seu ápice por volta de 750 a.C., declinou e desapareceu entre os séculos VIII e IX da era comum. Os maias tinham calendário de 365 dias e conhecimentos avançados em matemática e astronomia.

2.000 a.C.

Núbia

Por volta de 2000 a.C., o povo da região sul do rio Nilo, da Núbia ou “terra do ouro”, chamados de cuxitas pelos egípcios e de etíopes pelos gregos, fundaram um reino independente com capital em Napata, o reino de Cuxe, que abrangia o sul do Egito, Sudão e Sudão do Sul, se estendendo até a Etiópia e a Somália.

De história ligada ao Egito os faraós da XXV Dinastia egípcia eram núbios, os "faraós negros". Hoje existe mais pirâmides na região da Núbia que no Egito.

2.205 a.C.

China Antiga

Uma das mais antigas civilizações, a China, junto com a Índia, tem a mais longa história de continuidade, ambas com mais de quatro mil anos.

Na Antiguidade os chineses construíram um dos maiores impérios existentes. Até o tempo da expansão europeia era a sociedade mais avançada tecnicamente do mundo. É da China o papel, a pólvora, a bússola, a imprensa e a maior obra de engenharia militar do mundo, a "Muralha da China".

2.300 a.C.

Grécia Antiga

A partir de 2.300 a.C. os helenos, povo indo-europeia do norte e centro da Europa, irromperam na península Balcânica (hoje Grécia e Macedônia), ilhas do mar Egeu e Jônio, a costa da Ásia Menor (Turquia), Itália e Mesopotâmia, chamados de gregos (graeci) pelos romanos, suplantaram a civilização egeia e criaram sua própria civilização.

A civilização grega com a romana deram as bases da civilização europeia, deixou como legado a democracia, os Jogos Olímpicos, a filosofia e a ciência.

2.600 a.C.

Creta

A primeira grande civilização europeia surgiu nas ilhas do oeste do mar Egeu. Os primeiros povoados neolíticos de Creta foram datados em 6.000 a.C.

No terceiro milênio os egeus passaram do período Neolítico para a Idade do Bronze. Sociedade pacífica de base matriarcal, eram grandes navegadores, rivalizavam com os fenícios. Desastres naturais e invasão de povos helenos colocaram fim à civilização cretense ou minoica (do rei Minos da mitologia grega).

3.000 a.C.

Fenícios

Grandes navegadores da Antiguidade, originários talvez do Golfo Pérsico, os fenícios se estabeleceram no terceiro milênio a.C. em uma estreita faixa de terra de aproximadamente 35 km. de largura por 200 km. entre o mar Mediterrâneo e as montanhas do Líbano, cobertas de cedro, madeira nobre; região de rotas comerciais importantes.

3.150 a.C.

Egito Antigo

Civilização contínua e longeva da África, o Egito faraônico tem mais de 3 mil anos de continuidade política e cultural.

O país das grandes pirâmides (túmulos de seus soberanos) é um grande oásis alongado, às margens do Nilo, rio que atravessa o maior deserto quente do mundo, o Saara.

Graças às enchentes do Nilo foi possível o sustento de uma grande população, o país é chamado de "formigueiro humano da Antiguidade".

3.250 a.C.

Suméria

Na segunda metade do quarto milênio a.C., um povo nômade de origem desconhecida, os sumérios, colonizaram a Baixa Mesopotâmia, terra de aluviões da bacia inferior dos rios Tigre e Eufrates, considerada o "berço da civilização", (hoje sul do Iraque e o Kuwait).

É dos sumérios a escrita decifrada mais antiga, a "cuneiforme". Os sumérios se notabilizaram na matemática, na astronomia e na construção de grandes pirâmides, os zigurates.

4.000 a.C.

Civilização

A partir do IV milênio a.C. surgiram sociedades urbanas em estágio avançado de desenvolvimento cultural, político e econômico, com estruturas sociais complexas: classes sociais, escrita Estado, burocracia e exército, ciência e técnica avançadas, chamadas de "civilizações".

10.000 a.C.

Revolução Neolítica

No décimo milênio a.C. mudanças ambientais possibilitaram a transição de uma sociedade de caçadores-coletores para uma sociedade agropastoril.

Invenção das mulheres, a agricultura proporcionou a vida sedentária e com o excedente da produção agrícola pode sustentar uma população desobrigada do trabalho agrícola e tornou possível a existência das cidades.

80.000 AP

Dispersão Humana

Entre 80 e 60 mil anos atrás começou uma nova investida do homem anatomicamente moderno para fora da África. Indo para o leste, espalharam-se pela Ásia, e pela costa do mar Índico, alcançou Nova Guiné e Austrália.

150.000 AP

Eva Mitocondrial

Uma africana, apelidada de “Eva Mitocondrial” ou "Eva Genética", é considerada a ancestral de todos os seres humanos modernos, teria vivido entre 150 a 200 mil anos atrás, na África Oriental.

Somente sua linhagem sobreviveu aos gargalhos populacionais e se espalhou pela África e os outros continentes.

300.000 AP

Homo sapiens sapiens

Provavelmente o homem anatomicamente moderno (Homo sapiens sapiens) surgiu há mais de 300 mil anos na África. O fóssil mais antigo, próximo a nossa espécie, encontrado em Jebel Irhoud, no Marrocos, foi datado em cerca de 315 mil anos.

2.588.000 AP

Idade do Gelo

A última glaciação, iniciada no Pleistoceno, há 2,588 milhões de anos, e que dura até hoje, é chamada de Era do Gelo ou Idade do Gelo, período de vários ciclos onde se intercalam períodos glaciais, mais frios, e interglaciais, de temperaturas mais amenas.

7.500.000 AP

Hominíneos

A separação definitiva da linhagem humana com a dos chimpanzés e bonobos, teria ocorrido entre 7,5 e 6 milhões de anos atrás. No fim da época Mioceno surgiram dos australopitecos, os primeiros animais da tribo humana, os hominíneos.

65.500.000 AP

Evento K-Pg

Há 65,5 milhões de anos a Terra sofreu um desastre que destruiu grande parte da vida. Foi a segunda ou

terceira maior extinção em massa do planeta. Os grandes répteis e dinossauros foram os mais afetados.

233.000.000 AP

Dinossauros

Os dinossauros surgiram no fim do Triássico, primeiro período da era Mesozoica, eram pequenos animais em meio a répteis e anfíbios gigantes. No período Jurássico eram os maiores animais terrestres.

355.000.000 AP

Pangeia

Entre 335 e 175 milhões de anos atrás havia um único continente, a Pangeia, fusão de vários continentes, que por sua vez se fragmentou dando origem aos continentes atuais.

543.000.000 AP

Explosão Cambriana

O fim da Idade do Gelo provocou a “Explosão Cambriana”. A vida complexa floresceu, saltou além do estágio de vírus e bactérias.

 

O aparecimento repentino, em termos geológicos, de fósseis de grande variedade de seres vivos, não encontrados em camadas estratigráficas mais antigas, justificou o termo "Explosão Cambriana".

 

Em algumas dezenas de milhões de anos, com o clima ameno, nos mares do Cambriano, surgiram formas de vida mais complexas, seres multicelulares, antepassados das linhagens atuais, organismos com partes duras, com conchas, exoesqueletos e endoesqueletos, resultado da corrida armamentista evolutiva entre predador e presa.

3.800.000.000 AP

Vida

Seiscentos bilhões de anos depois da formação do planeta, nos mares primitivos, teria desenvolvido a

vida na Terra, há cerca de 3,8 bilhões de anos.

 

Eram seres microscópicos, organismos procarióticos, unicelul, sem um núcleo definido e não respiravam oxigênio.

Assexuados, produziam cópias de si mesmas. Com o surgimento do sexo, há dois bilhões de anos, a vida se

diversificou, favorecendo a adaptação e a sobrevivência das espécies.

Todos seres vivos são aparentados, descendem

de o primeiro ser vivo, denominado de LUCA, o último ancestral comum universal de todos os seres vivos, em inglês: Last Universal Common Ancestor.


4.000.000.000 AP

Eras Geológicas

A história da Terra é dividida em Unidades Cronoestratigráfica: Éons, Eras, Períodos, Épocas e

Idades. Subdivisões que consideram a posição dos continentes e a evolução dos seres vivos no planeta.

 

São quatro Éons: Hadeano, Arqueano, Proterozoico e Fanerozoico, subdivididos, com exceção do Hadeano, em Eras.

Eras geológicas são cinco: Arqueozoica, de 3,85 bilhões de anos a 2,5 bilhões de anos; Proterozoica, de 2,5 bilhões a 540 milhões de anos atrás; Paleozoica, de 540 a 252 milhões; Mesozoica, de 252 a 66 milhões, e Cenozoica, a partir de 66 milhões, subdividida em Período Quaternário e na Época Holocena.

4.566.000.000 AP

Terra

Há 4.566.000.000 AP formou-se um disco protoplanetário de gás e poeira orbitando o Sol, aglutinando mais matéria, foi aumentando sua massa e sua gravidade, dando origem a Terra, terceiro planeta do Sistema Solar.

 

Teria, há 4,2 bilhões de anos, a Terra se chocado com o planeta Teia, dando origem Lua, um dos maiores satélites do Sistema Solar.


Um dos quatro planetas rochosos, além de Mercúrio, Vênus e Marte, possui uma atmosfera e uma fina crosta sólida com elementos mais leves, os mais densos formaram o manto pastoso e o núcleo do planeta, com altas temperaturas.

4.567.000.000 AP

Sistema Solar

Pela ação gravitacional, em rotação, uma nebulosa de hidrogênio, hélio e da poeira de estrelas supernovas, com elementos mais complexos, se condensou, formando o Sistema Solar há 4,567 bilhões de anos.

Situado há 27 mil anos luz do centro da Via Láctea, no Braço de Orion, entre o Braço de Sagitário e

o Braço de Perseu, onde ocorrem a formação de estrelas.

O Sol, uma das bilhões de estrelas da Via Láctea, junto de nebulosas e outras estruturas, gira em torno de um buraco negro supermassivo, o Sagitário A, no centro da Via Láctea.

13.700.000.000 AP

Estrelas

Cerca de 100 a 200 milhões de anos após o "Big Bang", sofrendo a ação da gravidade, imensas nuvens gasosas de hidrogênio se condensaram, dando origem às primeiras estrelas (stela em grego), objetos astronômicos de matéria em forma de plasma, com o centro em fusão nuclear.

Calcula-se que em todo universo existam 2 trilhões de galáxias, cada uma delas com centenas de bilhões de estrelas.

Podem ser vistas a olho nu cerca de 6 mil das chamadas “estrelas fixas”, os telescópios mais potentes permitem a observação de um milhão de estrelas.

13.800.000.000 AP

"Big Bang"

O “Big Bang”, a Explosão Primordial que, de acordo com a cosmologia moderna, deu origem ao universo conhecido, ocorreu, segundo a NASA, há cerca de 13,8 bilhões de anos.

Em um artigo de 1.927, o astrofísico belga Georges-Henri Édouard Lemaître (1.894-1.966), sugeriu que o universo se originou de uma única partícula, um "átomo primordial", ou um “ovo cósmico radioativo”, que explodiu violentamente, dando origem ao tempo, ao espaço e a toda matéria e energia existentes, mantendo o universo em expansão em suas quatro dimensões, as três do espaço e o tempo.