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Aqui contamos a "história do mundo desde que o mundo é mundo".


Linha do Tempo

100 datas, quase 100 palavras

(Em construção)

2.020

Pandemia


2.016

Neofascismo


2.010

Primavera Árabe


2.006

BRICS


2.001

Atentados de 11 de Setembro


1.994

Fim do Apartheid


1.991

Fim da URSS


1.979

Neoliberalismo


1.979

Revolução Iraniana


1.978

Quatro Modernizações


1.970

Estado do Bem-estar Social


1.968

Maio de 68


1.964

Ditadura Militar no Brasil


1.963

Guerra do Vietnã


1.960

Tigres Asiáticos


1.959

Revolução Cubana




1.955

Luta pelos Direitos Civis


1.952

União Europeia


1.949

Revolução Comunista da China


1.948

Israel

No fim da Segunda Guerra Mundial, a divulgação do Holocausto, massacre de judeus em campos de concentração nazistas, fortaleceu a ideia do movimento sionista de uma pátria para os judeus.

Em busca da solução do problema judaico foi proposto pela ONU o Plano de Partilha da Palestina em dois Estados, um árabe e um judeu.

Em 1.948 foi proclamada a independência do Estado judeu de Israel e a Primeira Guerra Árabe-Israelense foi deflagrada.

Palestinos e cinco países árabes foram derrotados por Israel, que expandiu seus territórios às custas dos palestinos, povo hoje sem território delimitado e sem um governo soberano.

1.947

Descolonização da África e Ásia

Dificuldade dos países europeus ocidentais de manter suas colônias. Na segunda metade do século XX, fim do domínio colonial europeu, independência de países da África, Ásia e Oceania.

Guerras de independências em meio a Guerra Fria. Colônias asiáticas e africanas, algumas com ajuda soviética, conquistaram gradualmente a independência das potências coloniais europeias.

Novos atores políticos na geopolíticas mundial. Muitos desses países formaram um outro bloco chamado de Não Alinhados. Não adesão a nenhum dos dois blocos econômicos.

Fronteiras arbitrárias feito por europeus e a disputa entre as antigas metrópoles pela influência nos novos países são fontes de conflitos.

1.947

Guerra Fria

Depois da Segunda Guerra Mundial conflitos de interesses entre as duas superpotências vencedoras, a Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Competição política, econômica e ideológica sem confronto direto. Temor de guerra nuclear.

Fim da guerra na Europa e Ásia. Desconfianças mútuas, interesses antagônicos, rivalidade geopolítica, conflitos em todas as frentes: econômica, tecnológica, cultural, menos o conflito armado direto.

União Soviética, potência socialista, vencedora da guerra, fortalecida. Declínio da França, Inglaterra e Alemanha. Estados Unidos, a única potência capitalista capaz de fazer frente aos soviéticos.

Bipolarização, a Europa e o mundo dividido em áreas de influência.

1.939

Segunda Guerra Mundial

Invasão da Polônia, em 1.939, começou a Segunda Guerra Mundial. Aliados (Inglaterra, França, URSS), países de democracias liberais e socialistas, enfrentaram países de governos totalitários e ideologia fascista, o Eixo (Alemanha, Itália e Japão).

 

Continuação da Grande Guerra, revanche da Alemanha humilhada pelo Tratado de Versalhes.

 

Grave crise econômica no pós-guerra, perigo de revolução social. Burguesia apoia partidos com ideologias belicistas de nacionalismo extremado. Governos totalitários lançam o mundo à guerra.

 

Alemanha e Japão derrotados. Europa perde importância, novos protagonistas: Estados Unidos (capitalista) e URSS (socialista), na Guerra Fria.


1.929

Crack na Bolsa de Nova York

Quebra da bolsa de valores de New York. Grande Depressão, crise econômica atinge todo mundo capitalista.

Palco da Grande Guerra, Europa devastada. Prosperidade da economia liberal norte-americana. “American way life”, classe média consumista, carros, eletrodomésticos.


Recuperação econômica da Europa, menos importações. Crise relativa de superprodução, sem mercados para os produtos industrializados dos Estados Unidos.


Instabilidade do mercado de ações, crescimento contínuo, especulação, bolha inflacionária, ações pulverizadas.

Cai produção industrial, falências de bancos e fazendas, desemprego, queda do PIB, criminalidade.

Socialismo da URSS fora da crise, planejamento estatal.

EUA adotam a New Deal, política de intervenção estatal na economia.

1.919

Fascismo

O fascismo é uma ideologia autoritária e totalitária de extrema-direita. Surgiu na Itália do entre guerras e avançou em países em crise econômica na Europa e América. Pretensa “terceira via” entre liberalismo e a revolução comunista.

 

Ideologia reacionária, anticomunista, avessa às mudanças, principalmente econômicas. A serviço da burguesia para barrar a revolução social, em defesa do capitalismo.


Nacionalistas xenófobos, perseguiam as minorias. Sociedade militarizada com culto à guerra e ao líder.


Estado presente em todos aspectos da sociedade, indutor da economia, vigilante dos costumes e da moralidade pública.


Inspirou outros governos e movimentos autoritários, notadamente o nazismo.

1.917

Revolução Russa

Durante a Primeira Guerra Mundial, em março de

1.917, na Rússia, chegou ao fim o czarismo, Nicolau II derrubado. Revolução liderada pelos mencheviques”, socialistas reformistas. A Rússia passou a ser uma república parlamentar.


Em novembro, ou outubro no calendário juliano, uma insurreição liderada pelos bolcheviques, ala radical do POSDR derrubou o governo de Kerensky.


Liderada por Lênin e Trotsky a segunda revolução russa foi a primeira experiência longeva de socialismo. Ocorreu em um país atrasado, recém-saído da servidão, de capitalismo incipiente.

A Rússia tornou-se URSS, segunda grande potencia mundial, rival dos Estados Unidos até 1.991, quando foi dissolvida.

1.914

Primeira Guerra Mundial

O assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro desencadeou a política de alianças, envolvendo potências europeias na Grande Guerra ou Primeira Guerra Mundial.

No século XIX a Europa Ocidental, no ápice de sua civilização, tinha a supremacia econômica mundial. A

Segunda Revolução Industrial alcançou a Alemanha (maior potência europeia) e Itália. Países de unificação política tardia, reivindicavam uma nova divisão imperial do mundo.

Guerra imperialista pela partilha do mundo, teve como palco principal a Europa, nas frentes Ocidental e Oriental, territórios do Oriente Médio, Ásia Oriental e África, mas que envolveu todo planeta.

1.910

Revolução Mexicana

Primeira revolução social do século XX, de caráter liberal e popular. Camponeses, indígenas e reformistas sociais lutaram contra a ditadura militar, por reforma agrária e constituição com liberdades, direitos trabalhistas e sociais.

No início uma revolução burguesa pela república e por reformas liberais. Com a participação de camponeses a revolução adquiriu caráter popular.

Apoio de liberais, socialistas, anarquistas, organizações operárias, de camponeses e indígenas, 80% da população.

Na chefia do exército camponês o mestiço, comerciante de cavalos, Emiliano Zapata, no Sul; e o bandido social, depois revolucionário, Pancho Villa, no Norte.

1.884

Imperialismo

Crise de superprodução do capitalismo europeu, pobreza das massas enfraquece mercado interno. O excedente de capital busca novos mercados, matéria prima e mão-de-obra baratas.

 

Quase a totalidade da África, Ásia e Oceania se tornou colônia de países europeus. O mundo dividido entre as nações europeias industrializadas, economia globalizada.

 

Para Lenin o imperialismo é o “estágio superior do capitalismo”.

Motivado e justificado por uma ideologia racista, o imperialismo tinha a missão civilizatória do homem branco europeu: levar o progresso aos povos atrasados.

 

A disputa imperialista pela partilha do mundo levou à Primeira Guerra Mundial.

1.868

Era Meije

Isolado há mais de dois séculos, o Japão, em meados do século XIX, começou o processo de modernização do governo, da economia e do exército, nos moldes ocidentais.


Em janeiro de 1.868 caiu o xogunato de Tokugawa no Japão, foi restaurado o governo imperial com o imperador Meiji Mutsuhito, dando início a Era Meiji. O poder político voltou para as mãos do imperador.

A sociedade japonesa passou por mudanças drásticas, transformações políticas, sociais, econômicas e culturais, que fizeram o Japão saltar de uma sociedade agrária e feudal para uma industrial progressista, tornando-se uma potência mundial.


1.861

Guerra de Secessão

Guerra civil nos Estados Unidos. O Norte industrializados, a União; contra o Sul agrícola dependente do trabalho escravo, os Confederados. Os Estados do Sul declararam secessão dos Estados Unidos da América, em defesa da permanência da escravidão e da autonomia dos Estados.

A vitória de Abraão Lincoln, um abolicionista, para presidente foi o estopim das hostilidades.

Superioridade bélica e numérica do Norte, Sul isolado, sem apoio internacional.

Vitória do Norte, abolição da escravidão, distribuição gratuita de terras para estrangeiros, para os ex-escravizados a promessa não cumprida de "40 acres e uma mula". As terras foram devolvidas aos antigos donos Confederados.

1.789

Revolução Francesa

Entre 1.789 e 1.799, agitação social e política na França. Ideais iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade levam o povo às ruas na Revolução Francesa.


Crise econômica e financeira, más colheitas, fome, altos impostos e gastos exacerbados da corte. O sistema tributário privilegiava o clero e a nobreza. Sociedade de desigualdade social, povo descontente.

 

A revolução colocou fim do Antigo Regime de privilégios feudais, de monarquia absoluta passou para república e depois império sob Napoleão Bonaparte.

 

De dimensão ecumênica, a tomada de poder político pela burguesia inspirou as revoluções posteriores, inclusive as revoluções proletárias socialistas.

1.780

Revolução Industrial

No último quartel do século XVIII, transição de uma economia agrária para uma industrializada, da rural para a urbana, da manufatura para a mecanofatura.

A Europa passou por mudanças econômicas, sociais

e políticas só comparáveis as da agricultura, há 10 mil anos.


Extraordinário crescimento econômico, enriquecimento da burguesia dona dos meios de produção.


O campesinato expulso de suas terras engrossou o proletariado urbano, mão-de-obra na indústria.

A Inglaterra teve a primazia, seguida pela França e Holanda e; no fim do século XIX, com a Segunda Revolução Industrial: Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos estavam industrializados.

1.776

Independência dos Estados Unidos

No dia 4 de julho de 1.776 foi publicada a “Declaração de Independência e dos Direitos do Homem dos Estados Unidos”, redigida por um comitê presidido por Thomas Jefferson.


O palco da Guerra dos Sete Anos entre Inglaterra e França se estendeu para a América na Guerra Franco-Indígena. Os colonos participavam, mas seus interesses eram desconsiderados, era vedada a exploração das terras indígenas conquistadas.

A Coroa britânica pretendia transferir o custo da guerra para os colonos através de impostos, provocando revoltas. Em 1.775 estourou a Guerra de Independência dos Estados Unidos, os britânicos se renderam em 1.781.

1.701

Iluminismo

O iluminismo foi um movimento cultural, filosófico, político e literário iniciado na Inglaterra protestante no século XVII, com auge na França católica no século XVIII.

Período chamado de “Século das Luzes¨, “Idade da Ilustração” ou “Idade da Razão”.

O Humanismo, o Renascimento e a Reforma Protestante prepararam o terreno para o movimento.

Os iluministas defendiam a liberdade de pensamento político e econômico e o direito à propriedade privada, novas ideias apoiadas pela burguesia em ascensão.

Combatiam o misticismo, a superstição e a irracionalidade da igreja, eram anticlericais, defendiam a laicização do Estado, a separação entre religião e o Estado.

1.644

Dinastia Qing

Os estrangeiros manchus, povo semi-nômade vindos do norte da China, derrubaram a dinastia Ming e instalaram no poder a última e maior dinastia imperial chinesa, a dos Qings (1.644-1.912).

 

Época de prosperidade e crescimento, de autossuficiência econômica, de renascença cultural, promoção das artes e da cultura e auge do poderio militar; seguida pelo “século da humilhação”, de grave crise econômica e social, revoltas e intrusão imperialista da Europa e do Japão — com os ingleses traficando ópio e os japoneses ocupando seu território.

 

A dinastia Qing foi derrubada com a Revolução de Xinhai, que proclamou a república.

1.642

Revolução Inglesa

O exército do Parlamento inglês, de maioria puritana, liderado por Oliver Cromwell, em 1.642, enfrentou as forças monárquicas da dinastia Stuart.

O absolutismo monárquico na Inglaterra foi derrotado, o rei Charles I foi decapitado e a república foi proclamada.

Cromwell assumiu o cargo de Lorde Protetor da Inglaterra, o fracasso de sua política levou à restauração monárquica dos Stuart e, depois, instituída a primeira monarquia parlamentar onde o rei, que nem falava inglês, “reinava, mas não governava”.

A Revolução Inglesa iniciou o processo que levou à Revolução Industrial e influenciou o iluminismo do século XVIII e as revoluções posteriores.

1.547

Czarado da Rússia

Ivan IV, príncipe do Grão-Ducado de Moscou, em 1.547, adotou oficialmente o título de Czar de todas as Rússias.

Conhecido pela crueldade como Ivan o Terrível, libertou a Rússia do jugo tártaro, tirou poderes dos nobres boiardos, criou um exército permanente e ampliou as fronteiras do pais para o leste até o rio Volga e começou a conquista da

Sibéria, além dos Urais.

Governo autocrata centralizado deu as bases para o estado russo.

Ivan IV favoreceu as artes, a arquitetura religiosa e a técnica, modernizando o país.

1.517

Reforma Protestante

Martinho Lutero, monge agostiniano da saxônia (hoje Alemanha), em 1517, publicou suas 95 teses contra a venda de indulgências (remissão dos pecados) e a corrupção da Igreja Católica.

Excomungado pelo papa, criou sua própria religião, adotada por nobres chamados de “protestantes”.

Pregou a predestinação e a salvação pela fé, a livre interpretação da Bíblia, por ele traduzida para o alemão.

Outras religiões surgiram se adequando ao espírito capitalista da época, além do luteranismo: calvinismo, anabatistas, batistas, metodista e as denominações modernas: adventistas, pentecostais e neopentecostal.

1.500

Descobrimento do Brasil

Depois do retorno de Vasco da Gama, o rei de Portugal organizou outra expedição para às Índias.

Como capitão-mor da armada nomeou Pedro Álvares Cabral. Composta de dez naus e três caravelas, com 1500 tripulantes, sendo 1200 soldados, armados de canhoneiras, com a missão de estabelecer relações diplomáticas e comerciais, fundar uma feitoria e trazer especiarias.

Tinham também o propósito de represália contra o tratamento dado à Vasco da Gama, ridicularizando suas mercadorias.

Ventos e correntes marinhas teriam desviado a frota e, em 22 de abril de 1.500, a esquadra, por “acidente” encontrou o Brasil, versão contestada por historiadores.

1.415

Expansão Europeia

Entre os séculos XV e XIX a Europa conquistou e colonizou grandes extensões de terras em todo

mundo, explorou suas riquezas, escravizou e matou nativos, impôs sua cultura, sua religião, sua língua.

A Expansão Europeia teve início na luta pela reconquista de territórios da península Ibérica nas mãos dos mouros de religião islâmica.

Uma cruzada tardia pela propagação da fé cristã e a busca de um novo caminho para as Índias pelo mar, atrás das especiarias do Oriente, principalmente depois dos muçulmanos turcos-otomanos tomarem Constantinopla e fecharem a Rota da Seda para o Ocidente.


1.368

Dinastia Ming

Zhu Yuanzhang, um camponês e monge budista,

inaugurou a dinastia Ming depois de tomar Pequim e expulsar os estrangeiros da dinastia Yuan de volta para as estepes da Mongólia, quase três séculos depois da conquista de Genghis Khan da China.

Os Mings, última dinastia dos hans, principal grupo étnico da China, são lembrados pela fina porcelana azul e branca, pela Cidade Proibida e pelas Grandes Navegações Chinesas do almirante eunuco muçulmano Zheng He.

O confucionismo foi restaurado como ideologia estatal, os concursos públicos foram restabelecidos e a Muralha da China foi completada pelos Mings.

1.350

Renascimento

O Renascimento ou Renascença foi um movimento cultural de retomada da cultura clássica greco-romana, período de florescimento cultural das artes plásticas, literatura, filosofia e avanço da ciência e da técnica, patrocinado por príncipes, nobres, religiosos e ricos comerciantes.

Começou nas ricas cidades comerciais da Itália no século XIV e alcançou quase toda Europa Ocidental, seu ápice foi no século XVI.

Precedeu à Renascença o renascimento urbano europeu a partir do século XI, com o crescimento das cidades, retomada do comércio e riqueza da burguesia, possibilitando o surgimento de mecenas.

1.315

Astecas

Nômades astecas ou mexicas, do nordeste do México, expulsos, migraram para o sul. Autointitulados “povo do Sol”, por volta de 1.315, estabelecidos na capital Tenochtitlán, no lago Texcoco, subjugaram cidades de povos agrícolas mais avançados e tornaram-se sedentários.

Criaram uma agricultura avançada chamada de chinapas, em região de pântano, com um sofisticado sistema de irrigação.

Conheciam a escrita e dominavam a metalurgia do ouro, prata e bronze.

O império tinha cerda de 500 cidades com mais de 15 milhões de habitantes, ocupavam do México até a Guatemala.

Governo de terror, praticavam sacrifícios humanos em suas pirâmides ao deus sol.

1.299

Império Turco-Otomano

Um pequeno principado gázis, de turcomanos (“turcos crentes”), convertidos ao islamismo, no noroeste da Anatólia (atual Turquia), deu origem ao Império Otomano ou Turco-Otomano.

O império abrangia partes de três continentes: grande parte da Anatólia, dos Balcãs, da Ásia Central, do Oriente Médio e Próximo e o Egito.

Fundado por Osmã I, em 1.299, consolidado com a conquista de Constantinopla em 1.453 por Maomé II, o império de religião muçulmana durou mais de seis séculos, do século XIII ao século XX, quando, em 1.923 foi proclamada a república da Turquia.

1.220

Império Inca

O Império Inca, o maior império da América pré-colombiana, habitado por índios quíchuas, abrangia uma vasta região do oeste da América do Sul.

Estendia-se pelo planalto Andino e costa do Pacífico, abrangia o atual Peru, o Equador, a Bolívia e o Chile. No século XIII tinha como capital Cuzco, cidade sagrada, localizada a 3.400 m. de altitude.

Sociedade civilizada, com arquitetura monumental, metalurgia, porém, não tinham escrita, só um sistema de contagem com cordões coloridos.

Em 1.533, Francisco Pizarro, um conquistador espanhol, ex-criador de porcos, estrangulou o inca Atahualpa e conquistou o império.

1.215

Mongóis

No século XIII, tribos de mongóis, nômades equestres das estepes da Ásia Central, da Mongólia, foram unificadas por Gênghis Khan.

Com um poderoso exército de hábeis arqueiros, montados em pôneis nativos, conquistaram o maior império em terras contíguas da história, que se estendia da China ao leste Europeu, abrangendo: China, Coreia, Rússia, Ucrânia, Hungria e Pérsia.

Apesar da extrema violência da conquista, eram tolerantes com a cultura e religião dos povos subjugados. Nos amplos territórios dominados a “Pax Mongólica” possibilitou o ressurgimento da Rota da Seda.

1.095

Cruzadas

No Concílio de Clermont, em 1.095, o papa Urbano II, conclamou nobres e clérigos franceses presentes ao

concílio e ao povo em geral, a guerra santa contra o infiel muçulmano, as cruzadas pela reconquista da Terra Santa (Jerusalém) sob o domínio de turcos muçulmanos.

Para aqueles que empunhassem a espada ou colaborassem com dinheiro, era concedida a indulgência, remissão da pena temporal pelos pecados cometidos e já perdoados na Confissão.

Houve várias cruzadas, algumas saíram vitoriosas outra derrotadas. Jerusalém foi conquistada e foram estabelecidos principados no Oriente Próximo, até serem expulsos.




960

Dinastia Song


862

Rus de Kiev

Comerciantes piratas escandinavos (vikings) das rotas dos rios Duina e Dnieper e do do mar Negro até Constantinopla, fundaram na Ucrânia e na Rússia, dois principados no século IX, em Kiev e em Novgorod, que unificados deram origem a Rus de Kiev ou Rússia de Kiev.

Região de estepes, habitada principalmente por eslavos agricultores, com principados tributários dos tártaros a partir do século XIII.

Depois de conquistarem a independência se expandiram até a Sibéria e construíram o maior império em extensão do seu tempo, o Império Russo.

802

Khmer

Grande civilização do sudeste continental asiático (Indochina), o Império Khmer foi fundado em 802

pelo rajá Jaiavarmã II, que unificou reinos locais e se auto intitulou “governante universal” (ChakravartinI).

O império durou mais de seiscentos anos, era uma monarquia absolutista, inicialmente de religião hinduísta, depois budista.

Abrangia o Camboja e partes do Laos, Tailândia e Vietnã.

A capital mais conhecida do Império Khmer foi Angkor Wat, uma das maiores cidades da época, de arquitetura monumental, com o maior complexo religioso do mundo. Contava com um sistema hidráulico de canais e reservatórios onde cultivavam principalmente o arroz.

800

Sacro Império Romano-Germânico

Em 800, Carlos Magno foi coroado imperador do Sacro Império Romano-Germânico, ou Império Carolíngio, pelo papa Leão III, restaurando o Império Romano do Ocidente sob protesto do imperador de Bizâncio.

O imperador tinha tanta autoridade quanto o papa. A Igreja Católica ampliou seus domínios e a nova ordem social se concretizou, o feudalismo.

O Sacro Império existiu do século IX até o século XIX, várias dinastias receberam o título imperial além da Carolíngia: a Otônica, a Hohenstaufen e a Habsburgo, entre outras.

700

Reinos do Sahel

Chamado de “terra do ouro” pelos árabes, três poderosos impérios se sucederam na região do Sahel: Gana, Mali e Songhai, controladores das rotas de caravanas de camelos que atravessavam o deserto do Saara.

O Sahel é uma faixa de 500 a 700 km. de largura, região africana de transição entre o deserto do Saara e savanas e estepes ao sul. De leste a oeste são 5000 km., abrangendo vários países da África.

Comercializando ouro da região a troco de sal do Saara, além de marfim, peles, goma, noz-de-cola, cavalos, artigos de metal e escravizados, alcançando o Mediterrâneo e o Oceano Índico.

622

Hégira

Em 622, por contrariar interesses dos comerciantes de Meca, a cidade do santuário da Caaba, Maomé e fiéis seguidores fugiram para o oásis de Yatrib (rebatizada de Medina), data fixada como o primeiro ano do calendário muçulmano, a Hégira.

Em Meca, o lugar mais rico da Arábia, provavelmente em 570, nasceu Maomé, fundador do islamismo. Maomé pregou a existência de um Deus único(Alá, em árabe), o dia do juízo final, a ressureição dos mortos, o castigo aos pecadores, a salvação pela oração e as esmolas.

Governador exitoso de Medina, Maomé conquistou Meca e unificou todo povo árabe no islamismo.

618

Dinastia Tang

“Era de ouro” da China, provavelmente a nação mais poderosa e desenvolvida do mundo na época a dinastia Tang.

O império expandido com conquistas a oeste: possessões até a Pérsia; e a leste: com a anexação da Coreia, desfrutava de estabilidade, prosperidade, florescimento artístico e cultural e avanço social.

A descoberta da pólvora, o aprimoramento da bússola e da impressão, o papel-moeda, a meritocracia nos concursos públicos e uma reforma agrária em terras conquistadas são do período Tang.

A China cosmopolita, irradiou sua cultura para outros países, o confucionismo e o budismo.

476

Invasão dos Bárbaros

Pressão militar de povos asiáticos, populacional e do rigoroso clima da Europa Setentrional, levaram a

incursões e migrações de povos no território romano entre os séculos III e V d.C., culminando na desintegração do Império Romano do Ocidente e na formação de reinos bárbaros germânicos.

Interregno civilizatório, a sociedade letrada, urbana e monetária do Império Romano, regrediu para uma sociedade ágrafa de economia agrícola de subsistência, sem cidades e comércio.

A mistura dessas culturas e povos deu as bases da Europa moderna.

250

Império Bizantino 330

Constantino no século IV fundou no local de uma antiga colônia grega, Bizâncio, a nova capital do Império Romano, rebatizada de Constantinopla.

Depois da invasão dos bárbaros o Império Romano ficou reduzido às suas províncias do Oriente Próximo.

O Império Romano do Oriente ou Império Bizantino sobreviveu por quase mil anos, dando continuidade à cultura e às instituições romanas em sua “versão grega”.

A maior parte da população era grega ou de orientais helenizados: sírios, judeus, egípcios, com o grego em vez do latim como língua franca e depois administrativa.

320

Império Gupta

Chadrangupta, terceiro rei da dinastia Gupta, depois do casamento com uma princesa de uma poderosa tribo vizinha, unificou os reinos hinduístas do Norte da Índia e parte do Afeganistão, passando a ser chamado de marajadiraja ("rei de reis"), dando início ao Império Gupta.

"Idade do Ouro da Índia", de florescimento cultural, da filosofia e das artes e do avanço das ciências, é deste período a criação do conceito do zero, do infinito e dos chamados algarismos arábicos.

Com os guptas a Índia é considerada a região mais civilizada do mundo na época.

250

Japão

A Partir de 250 d.C. o Japão tem o primeiro governo centralizado na figura do imperador. Mais tarde a classe dos guerreiros samurais, de linhagem inferior, toma o poder de fato relegando ao imperador um papel cerimonial.

Chamado de país do “Sol Nascente”, de natureza exuberante, orgulho nacional.

Habitado por vários povos desde a Idade do Gelo: caucasianos, mongoloides, malaios, negritos e hans. A miscigenação destes povos e o relativo isolamento do país criou em um tipo físico característico.

O Japão sofreu influência do continente: a agricultura do arroz da Coreia, o budismo, a escrita, a burocracia e a filosofia da China.

4 a.C.

Jesus de Nazaré

Nascido em Nazaré, na Galileia, província romana, por volta de 4 a.C., Jesus, chamado de Cristo (em grego Christós), tradução da palavra hebraica Māšîaḥ, Messias, e, em português, O Salvador.

Considerado pelos seus seguidores o filho de Deus. Nascido de uma virgem, em uma manjedoura diz o Novo Testamento e o Al Corão.

De natureza divina, encarnação de Deus, a segunda pessoa da Santíssima (Pai, Filho e Espírito Santo), enviado para salvar a humanidade, o profeta e messias anunciado pelo Velho Testamento, cumprindo a profecia bíblica.

Morreu na cruz crucificado para redimir os pecados da humanidade, acreditam os cristãos.

27 a.C.

Império Romano

Otávio, filho adotivo do ditador César, investido de todos os poderes da república pelo senado, tornou-se o primeiro imperador romano.

Roma ampliou seus domínios além da bacia do Mediterrâneo. Sem mais conquistas foi estabelecida a Pax Romana.

Dependente da escravidão e espoliação dos povos vizinhos, com o fim das guerras de conquista, fonte de mão-de-obra escrava, o império entrou em decadência, com sua parte ocidental invadida por bárbaros germanos.

Foi o último grande império do mundo antigo. Deixou como legado o direito romano, a língua latina, a arquitetura e o cristianismo, que se tornou a religião oficial do império.

73 a.C.

Revolta de Espartacus

Na Roma republicana, um gladiador da trácia, chamado de Spartacus, com outros 70 gladiadores, lideraram a maior revolta de escravizados e oprimidos do mundo antigo, juntaram um exército de 200 mil combatentes, ameaçando seriamente o poderio romano.

Mesmo sendo tratados com brutalidade, revoltas de escravizados eram raras na Antiguidade e nem tão pouco colocavam em risco o poder estabelecido.

Além dos escravizados de Esparta que viviam em estado permanente de revolta, houve uma em Roma em 419 a.C. e duas na Sicília, a primeira em 139 a.C., e a segunda em 104 a.C., quando a Sicília foi saqueada.

221 a.C.

Dinastia Qin

No século III a. C., depois de derrotar os seis estados da “aliança vertical”, que disputavam a planície central da China, o "Reino do Meio"; o rei Qin, Yung Zeng, uniu os sete reinos chineses e assumiu o título de Primeiro Imperador, ou Shi Huang Di, conquistando o “Mandato Celestial”.

A Dinastia Qin ou Chin (221-206 a.C.), deu o nome a China. Com a dinastia posterior, a dinastia Han, a nação chinesa se formou, adotou o confucionismo, ampliou sua influência cultural nos países vizinhos, a escrita e a língua foram unificadas e grupos étnicos se miscigenaram.

247 a.C.

Império Parta

Os iranianos orientais parnos, povo nômade equestre, originários das estepes da Ásia Central, da Cítia, no século III a.C., estabelecidos na Pártia (hoje noroeste Irã), liderados por Ársaces, colocam fim ao domínio dos gregos selêucidas, na região desde Alexandre.

Pretensa herdeira dos persas aquemênidas, a dinastia Arsácida do Império Parta rivalizava com Roma. Foram sucedidos pela dinastia Sassânida, de origem persa. Cada um desses impérios durou quatro séculos.

321 a.C.

Império Mauria

Maior império da Índia, inaugurado por Chandragupta Mauria depois da conquista de Madagha, reino núcleo dos impérios da Índia. Primeira dinastia a unificar a maior parte do subcontinente.

Com Ashoka, o terceiro rei, alcançou sua maior extensão e esplendor, controlava quase toda península indiana e o Afeganistão. Depois do massacre de Kalinga, Ashoka se arrependeu e tornou-se pacifista, se convertendo ao budismo. 

359 a.C.

Império Macedônio

Felipe II assumiu o governo da Macedônia e iniciou a expansão imperialista dominando toda a Grécia. Seu filho Alexandre o Grande, pupilo do filósofo Aristóteles, conquistou, em apenas 13 anos, um império que ia dos Bálcãs até a Índia, sem perder uma única batalha.

Considerados pelos outros gregos como bárbaros, os macedônios de Alexandre espalharam a cultura helena pela Ásia Menor, Oriente Próximo e Médio, Índia e Norte da África.

508 a.C.

Democracia

Depois da expulsão de Hípias, o último tirano, foi consolidada a democracia em Atenas, com Clístenes como Arconte.

Democracia significa governo pelo demos, ou povo, ou “poder popular”. Porém, em Atenas, era limitada aos cidadãos, homens adultos livres, nascidos de pais atenienses; mulheres, escravos e estrangeiros estavam fora.

Direta e plebiscitária, na democracia grega o poder não era dado a um representante, todo cidadão discutia e votava os projetos, participava diretamente dos negócios da cidade. A democracia representativa de hoje seria vista pelos gregos como uma aristocracia.

555 a.C.

Pérsia

Unificados por Ciro o Grande, os arianos medos e persas fundaram o maior império até então existente, com domínios na Europa, África e Ásia.

Império de eficiência administrativa e tolerância com a cultura e religião dos povos dominados - libertaram o povo judeu do “Cativeiro da Babilônia”.

Com Dario I, o "Rei dos Reis", o império alcançou sua maior extensão e esplendor, foi construída a “Estrada Real” ligando todo império, criado o primeiro correio, construído o Palácio de Persépolis e estabelecidos pesos e medidas.

A religião persa de Zoroastro, de dualidade do bem e do mal, influenciou as religiões abraâmicas.

753 a.C.

Roma Antiga

No início uma monarquia fundada por etruscos, depois uma república com o poder no Senado. Roma, cidade carente de defesas naturais, com suas legiões dominou a península Itálica e toda a bacia do Mediterrâneo.

Sociedade dependente da guerra para obter mão-de-obra e do saque dos povos vizinhos, o povo, a plebe romana, vivia em conflito por terras com o patriciado, a classe senatorial. Com a proletarização a plebe passou a viver dependente da política do "Pão e Circo" (panem et circenses) do Estado.

771 a.C.

Primavera e Outono

O nome Primavera e Outono é derivado dos "Anais das Primaveras e Outonos", atribuída a Confúcio.

Período chinês de transição, de decadência política, poder descentralizado, China desunida, e de florescimento cultural, da filosofia e da ciência.

Sucedido, pelo "Registro dos Estados Combatentes" (481 a.C.), disputa pelo reino do meio, a unificação da China, a busca do "mandato celestial".

1.500 a.C.

Civilização Védica

A partir de 1.500 a.C. os árias (povo indo-europeu) se estabeleceram na Índia e dominaram uma civilização mais avançada, a civilização milenar dos drávidas.

Trouxeram seus deuses e suas crenças e assimilaram a religião local dos iogues, dando as bases da religião hinduísta, contida nos Vedas, escritura sagrada, orientação material, filosófica, espiritual e social, anunciando o sistema de castas da sociedade indiana ou hindu.

776 a.C.

Grécia antiga




1.500 a.C.

Civilização Védica

A partir de 1.500 a.C. os árias (povo indo-europeu) se estabeleceram na Índia e dominaram uma civilização mais avançada, a civilização milenar dos drávidas.

Trouxeram seus deuses e suas crenças e assimilaram a religião local dos iogues, dando as bases da religião hinduísta, contida nos Vedas, escritura sagrada, orientação material, filosófica, espiritual e social, anunciando o sistema de castas da sociedade indiana ou hindu.

1.650 a.C.

Hititas

Povo indo-europeu, os hititas, aparentados aos gregos, se expandiram pelo norte da Anatólia (região da Turquia), dominaram o reino de Hatti, se fundiram e assimilaram a cultura da população asiática e construíram um grande império, rival dos assírios, babilônios e egípcios.

Tinham técnicas militares avançadas, usavam bigas. Na contenda contra o Egito os dois lados contaram vitória.

1.737 a.C.

Hebreus

Povo semita originário provavelmente da Suméria, de Ur, habitaram a Palestina do segundo milênio a.C. até a era cristã, expulsos pelos romanos dispersaram-se pelo mundo.

A maior contribuição dos hebreus é a religiosa, criaram a primeira das três grandes religiões monoteísta, o judaísmo. Influência ética, moral e filosófica na cristandade e no islã.

1.813 a.C.

Assíria

Povo de ferozes guerreiros semitas do norte da Mesopotâmia, os assírios viviam do saque e da escravização dos povos dominados. Seus reis protegiam as artes e a cultura.

A Assíria era uma máquina de guerra. Usavam o terror como política de estado, notabilizavam-se pela crueldade, foi o primeiro estado a empregar sistematicamente uma política de terror para dominar e intimidar povos vassalos.

No seu apogeu, no Novo Império Assírio (883-612 a.C.), dominavam da Pérsia até a cidade de Tebas no

Egito.

A civilização assíria durou

mais de mil anos, do século XVIII a.C. até o século VII a.C.

1.894 a.C.

Babilônia

Fundada pelos amoritas, povo de língua semita, a cidade da Babilônia, entre os rios Tigre e Eufrates, hoje Iraque, foi um centro econômico e cultural, capital do império mesopotâmico de 12 cidades.

Herdeira da civilização sumero-acadiana. É da Babilônia o primeiro código de leis completo e sistemático conhecido, o “Código de Hamurabi”; e uma das sete maravilhas da Antiguidade, os Jardins Suspensos da Babilônia.

2.000 a.C.

Maias

Cultura agrícola e urbana da Mesoamérica, os maias se instalaram no sudeste do México por volta do ano 2.000 a.C. e irradiaram sua civilização pelo norte da América Central.

A civilização maia teve seu ápice por volta de 750 a.C., declinou e desapareceu entre os séculos VIII e IX da era comum. Os maias tinham calendário de 365 dias e conhecimentos avançados em matemática e astronomia.

2.000 a.C.

Núbia

Por volta de 2000 a.C., o povo da região sul do rio Nilo, da Núbia ou “terra do ouro”, chamados de cuxitas pelos egípcios e de etíopes pelos gregos, fundaram um reino independente com capital em Napata, o reino de Cuxe, que abrangia o sul do Egito, Sudão e Sudão do Sul, se estendendo até a Etiópia e a Somália.

De história ligada ao Egito os faraós da XXV Dinastia egípcia eram núbios, os "faraós negros". Hoje existe mais pirâmides na região da Núbia que no Egito.



2.205 a.C.

China Antiga

Um dos maiores impérios já existentes, a China teve períodos de unificação, com uma dinastia obtendo o “Mandato do Céu”; de fragmentação, de interregnos civilizatórios; e domínio estrangeiro, assimilando

os invasores, mas manteve uma história de continuidade política e cultural de mais de quatro mil anos.

 

Até a expansão europeia era a sociedade mais avançada tecnicamente do mundo.

 

Viveu épocas de isolamento e intercâmbio com o mundo através da Rota da Seda.

 

É da China o papel, a pólvora, a bússola, a indústria da seda, a imprensa e a maior obra de engenharia militar do mundo, a "Muralha da China".

2.600 a.C.

Creta

A primeira grande civilização europeia surgiu nas ilhas do oeste do mar Egeu. Os primeiros povoados neolíticos de Creta foram datados em 6.000 a.C.

No terceiro milênio os egeus passaram do período Neolítico para a Idade do Bronze. Sociedade pacífica de base matriarcal, eram grandes navegadores, rivalizavam com os fenícios.

Desastres naturais e invasão de povos helenos colocaram fim à civilização cretense ou minoica (do rei Minos da mitologia grega).

3.000 a.C.

Fenícios

Grandes navegadores da Antiguidade, os fenícios se estabeleceram no terceiro milênio a.C. em uma estreita faixa de terra de aproximadamente 35 km. de largura por 200 km. entre o mar Mediterrâneo e as montanhas do Líbano, cobertas de cedro, madeira nobre; região de rotas comerciais importantes.

Viviam em cidades-Estados governadas por uma talassocracia, oligarquia de ricos comerciantes marítimos.

 

Disputavam com os gregos a hegemonia marítima. Instalaram colônias por todo Mediterrâneo, a principal delas foi Cartago, último baluarte dos fenícios. Fizeram o périplo da África a partir do mar Vermelho.

 

Criaram a escrita fonética cursiva, maior legado fenício para a humanidade.

3.150 a.C.

Egito Antigo

Civilização contínua e longeva do nordeste da

África, o Egito tem, junto com a China, a mais longa e contínua história documentada, mais de 3 mil anos

de continuidade política e cultural.

O país das grandes pirâmides (túmulos dos faraós) é um grande oásis alongado, às margens do Nilo, rio que atravessa o maior deserto do Saara.

 O controle das enchentes do Nilo possibilitou uma agricultura irrigada, alimentando uma imensa

população, o país é chamado de "formigueiro humano da Antiguidade".

 

Desenvolveram a escrita hieroglífica ideográfica e fonética, o calendário solar com 365 dias, a matemática e a geometria.

3.250 a.C.

Suméria

Na segunda metade do quarto milênio a.C., um povo nômade de origem desconhecida, os sumérios, colonizaram a Baixa Mesopotâmia, região do Oriente Médio, terra de aluviões da bacia inferior dos rios Tigre e Eufrates, considerada o "berço da civilização", hoje sul do Iraque e o Kuwait.

Uma das primeiras civilizações regionais de que se tem notícia, a Suméria era uma sociedade agropastoril de alta cultura, ciência e tecnologia avançadas.

É dos sumérios a escrita decifrada mais antiga, a "cuneiforme". Os sumérios se notabilizaram na matemática, na astronomia e na construção de grandes pirâmides, os zigurates.

4.000 a.C.

Civilização

A partir do IV milênio a.C. surgiram sociedades urbanas em estágio avançado de desenvolvimento cultural, político e econômico, com estruturas sociais complexas: classes sociais, escrita Estado, burocracia e exército, ciência e técnica avançadas, chamadas de "civilizações".

Neologismo da França iluminista do século XVIII, a palavra civilização é relacionada a vida urbana e sedentária, vem do latim civita (cidade) e civile (civil), o cidadão habitante da cidade.

Palavra de viés etnocêntrico, assumiu um significado moral do civilizado como educado, culto, urbano, refinado nos costumes, em oposição ao bárbaro, não civilizado, iletrado, ignorante e violento.

10.000 a.C.

Revolução Neolítica

No décimo milênio a.C. mudanças ambientais possibilitaram a transição de uma sociedade de caçadores-coletores para uma sociedade agropastoril, cultivando plantas e domesticando animais.

Invenção das mulheres, a agricultura proporcionou a vida sedentária e com o excedente da produção agrícola pode sustentar uma população desobrigada do trabalho agrícola e tornou possível a existência das cidades.

As primeiras plantas domesticadas foram cereais como trigo, centeio e cevada. Dos animais, o cão foi o primeiro a ser domesticado, usado para a caça e guarda. No Período Neolítico foram domesticados os ancestrais de bois, porcos, carneiros, cavalos, aves e gatos.

80.000 AP

Dispersão Humana

Há 80.000 anos, o recrudescimento da idade do gelo abaixou o nível do mar e permitiu a passagem pelo mar Vermelho de uma pequena população de uma única linhagem, descendentes da Eva Mitocondrial.

Calculada em poucas dezenas de milhares de pessoas, sobreviventes de um gargalo populacional, correndo risco de extinção, se aventuraram para fora da África, na chamada Grande Migração ou Out of Africa.

Do Chifre da África seguiram pela costa do mar Índico, até a Indochina, alcançaram a Austrália e se espalharam pelo norte para a Ásia Central e Europa e para a China e Sibéria até as Américas.

150.000 AP

Eva Mitocondrial

Uma africana, apelidada de “Eva Mitocondrial” é a ancestral comum mais recente (ACMR) de toda a

humanidade, teria vivido entre 150 a 200 mil anos atrás, na África Oriental.

Um estudo da evolução humana de 1.987, dos gene do

DNA mitocondrial (mtDNA), revelou que todos os humanos moderno descendem de uma única mulher, somente sua linhagem sobreviveu aos gargalhos populacionais e se

espalhou pela África e os outros continentes.

A teoria da "saída da África" ou "Out of Africa", da origem africana do homem, confirmada por evidências fósseis, ganhou reforço, as linhagens africanas são mais antigas e mais diversificada.

300.000 AP

Homo sapiens sapiens

Provavelmente o homem anatomicamente moderno (Homo sapiens sapiens), biologicamente o homem de hoje, surgiu há no mínimo 300 mil anos na África.

Não adaptado para a sobrevivência em qualquer meio particular, fraco e mal equipado, um macaco pelado, sem pelos contra o frio; sem camuflagens, carapaça, garras ou presas para se defender.

Com uma maior capacidade cerebral pode se ajustar a qualquer ambiente, vivendo em qualquer região do planeta, em qualquer longitude, dos polos até o equador e em qualquer altitude.

Com suas invenções: controle do fogo, moradias, roupas, instrumentos, superou todos os outros animais em qualquer aspecto.

2.588.000 AP

Idade do Gelo

Há 2,588 milhões de anos, no Pleistoceno, iniciou-se a última glaciação que dura até hoje. Chamada de Era do Gelo ou Idade do Gelo, são períodos geológicos de longa duração, onde se intercalam períodos glaciais, mais frios; e interglaciais, de

temperaturas mais amenas.

Extensas coberturas de gelo cobrem regiões de altas latitudes, próximas aos polos, e regiões de altas altitudes, no topo das montanhas mais altas.

Nos períodos glaciais as calotas polares se expandem para além dos círculos polares. Retendo a água nos polos e nas montanhas, seca o clima e abaixa o nível do mar, expondo terras submersas.

7.500.000 AP

Hominíneos

A separação definitiva da linhagem humana com a dos chimpanzés e bonobos, teria ocorrido entre 7,5 e 6 milhões de anos atrás. Surgiram os australopitecos, os primeiros animais da tribo humana, os hominíneos.

 

O ancestral mais antigo do homem não é conhecido, viviam em uma região de floresta, não propícia para fossilização. Eram animais de vida arborícola, com cérebros pequenos. Discute-se se eram bípedes ou quadrúpedes.


Os hominíneos surgiram na África, na parte oriental do Vale do Rift, região de savanas onde o bipedismo era uma vantagem evolutiva, de onde são os fósseis mais antigos de hominíneos e pré-hominíneos.

65.500.000 AP

Evento K-Pg

Há 65,5 milhões de anos a Terra sofreu um desastre

que destruiu grande parte da vida. Segunda ou terceira maior extinção em massa do planeta. Os grandes répteis e dinossauros foram os mais afetados.

A extinção do Cretáceo-Paleogeno (K-Pg), eliminou cerca de 75% das espécies animais e plantas do planeta, entre elas os dinossauros não-avianos, répteis gigantes, e também, pequenos vertebrados e invertebrados.

O Evento K-Pg é associado a um impacto de um asteroide na península de Yucatán, no México, conhecida como cratera de Chicxulub, mas também ao vulcanismo que teria se intensificado e influenciado o clima global.

233.000.000 AP

Dinossauros

Os dinossauros surgiram no fim do Período Triássico. Evoluíram a partir de répteis sobreviventes da maior catástrofe do planeta, a Extinção Perminana, há 233 milhões de anos, quando ainda havia a Pangeia. Eram pequenos animais em meio a répteis e anfíbios gigantes.

Sobreviventes da extinção Triássica-Jurássica, se adaptaram ao clima vulcânico, criado com a fragmentação da Pangeia, ficaram maiores e tornaram-se os animais dominantes do planeta, até o Período Cretáceo, quando, há 65,5 milhões de anos, grande parte desapareceu, extintos na segunda maior extinção em massa do planeta, o Evento K-Pg, supostamente pelo choque de um meteoro com a Terra.

355.000.000 AP

Pangeia

Entre 335 a 175 milhões de anos atrás havia um único continente, a Pangeia, que se fragmentou dando origem aos continentes e mares atuais.

Baseado na coincidência do contorno de continentes, em 1922, o meteorologista Alfred Lothar Wegener defendeu a ideia de que todos os continentes se movem uns com relação aos outros e que estavam todos unidos em um único bloco de terra chamado de Pangeia (do grego “toda a Terra”).

A fragmentação da Pangeia se deu pela pressão das

matérias quentes que saem do centro da Terra, pelas falhas das "placas tectônicas", onde se assentam os continentes.

543.000.000 AP

Explosão Cambriana

O fim da Idade do Gelo provocou a “Explosão Cambriana”. A vida complexa floresceu, saltou além do estágio de vírus e bactérias.

 

O aparecimento repentino, em termos geológicos, de fósseis de grande variedade de seres vivos, não encontrados em camadas estratigráficas mais antigas, justificou o termo "Explosão Cambriana".

 

Em algumas dezenas de milhões de anos, com o clima ameno, nos mares do Cambriano, surgiram formas de vida mais complexas, seres multicelulares, antepassados das linhagens atuais, organismos com partes duras, com conchas, exoesqueletos e endoesqueletos, resultado da corrida armamentista evolutiva entre predador e presa.

3.800.000.000 AP

Vida

Seiscentos bilhões de anos depois da formação do planeta, nos mares primitivos, teria desenvolvido a

vida na Terra, há cerca de 3,8 bilhões de anos.

 

Eram seres microscópicos, organismos procarióticos, unicelul, sem um núcleo definido e não respiravam oxigênio.

Assexuados, produziam cópias de si mesmas. Com o surgimento do sexo, há dois bilhões de anos, a vida se

diversificou, favorecendo a adaptação e a sobrevivência das espécies.

Todos seres vivos são aparentados, descendem

de o primeiro ser vivo, denominado de LUCA, o último ancestral comum universal de todos os seres vivos, em inglês: Last Universal Common Ancestor.


4.000.000.000 AP

Eras Geológicas

A história da Terra é dividida em Unidades Cronoestratigráfica: Éons, Eras, Períodos, Épocas e

Idades. Subdivisões que consideram a posição dos continentes e a evolução dos seres vivos no planeta.

 

São quatro Éons: Hadeano, Arqueano, Proterozoico e Fanerozoico, subdivididos, com exceção do Hadeano, em Eras.

Eras geológicas são cinco: Arqueozoica, de 3,85 bilhões de anos a 2,5 bilhões de anos; Proterozoica, de 2,5 bilhões a 540 milhões de anos atrás; Paleozoica, de 540 a 252 milhões; Mesozoica, de 252 a 66 milhões, e Cenozoica, a partir de 66 milhões, subdividida em Período Quaternário e na Época Holocena.

4.566.000.000 AP

Terra

Há 4.566.000.000 AP formou-se um disco protoplanetário de gás e poeira orbitando o Sol, aglutinando mais matéria, foi aumentando sua massa e sua gravidade, dando origem a Terra, terceiro planeta do Sistema Solar.

 

Teria, há 4,2 bilhões de anos, a Terra se chocado com o planeta Teia, dando origem Lua, um dos maiores satélites do Sistema Solar.


Um dos quatro planetas rochosos, além de Mercúrio, Vênus e Marte, possui uma atmosfera e uma fina crosta sólida com elementos mais leves, os mais densos formaram o manto pastoso e o núcleo do planeta, com altas temperaturas.

4.567.000.000 AP

Sistema Solar

Pela ação gravitacional, em rotação, uma nebulosa de hidrogênio, hélio e da poeira de estrelas supernovas, com elementos mais complexos, se condensou, formando o Sistema Solar há 4,567 bilhões de anos.

Situado há 27 mil anos luz do centro da Via Láctea, no Braço de Orion, entre o Braço de Sagitário e

o Braço de Perseu, onde ocorrem a formação de estrelas.

O Sol, uma das bilhões de estrelas da Via Láctea, junto de nebulosas e outras estruturas, gira em torno de um buraco negro supermassivo, o Sagitário A, no centro da Via Láctea.

13.700.000.000 AP

Estrelas

Cerca de 100 a 200 milhões de anos após o "Big Bang", sofrendo a ação da gravidade, imensas nuvens gasosas de hidrogênio se condensaram, dando origem às primeiras estrelas (stela em grego), objetos astronômicos de matéria em forma de plasma, com o centro em fusão nuclear.

Calcula-se que em todo universo existam 2 trilhões de galáxias, cada uma delas com centenas de bilhões de estrelas.

Podem ser vistas a olho nu cerca de 6 mil das chamadas “estrelas fixas”, os telescópios mais potentes permitem a observação de um milhão de estrelas.

13.800.000.000 AP

"Big Bang"

O “Big Bang”, a Explosão Primordial que, de acordo com a cosmologia moderna, deu origem ao universo conhecido, ocorreu, segundo a NASA, há cerca de 13,8 bilhões de anos.

Em um artigo de 1.927, o astrofísico belga Georges-Henri Édouard Lemaître (1.894-1.966), sugeriu que o universo se originou de uma única partícula, um "átomo primordial", ou um “ovo cósmico radioativo”, que explodiu violentamente, dando origem ao tempo, ao espaço e a toda matéria e energia existentes, mantendo o universo em expansão em suas quatro dimensões, as três do espaço e o tempo.